Novidades em Chapada dos Guimarães

Covid - 19 23/04/2020 15:12

Festa no interior do Cerrado!

Durante o isolamento humano a natureza manifesta sua liberdade.

Enquanto nos grandes centros do planeta as diferenças são observadas pela diminuição da poluição nas águas com surgimento de tartarugas no Rio de Janeiro ou monumentos escondidos pela poluição do ar surgindo como mágica nas fotografias, aqui em Chapada dos Guimarães a ausência dos humanos libertam seus moradores naturais. 

 

Uma onça-parda foi flagrada próximo ao condomínio Morro do Jatobá, na BR-251- sentido ao Mirante do Centro Geodésico em Chapada dos Guimarães.

 

Através das câmeras de segurança do condomínio, na madrugada dessa de terça-feira 21 de abril de 2020 foi registrado uma bela onça chamada também como Suçuarana, Puma, Onça-vermelha, Leão-baio, Leão-da-montanha, Mossoroca, Bodera.

A onça-parda, ou como se intitula cientificamente a Puma concolor, é o segundo maior felino do Brasil.

A onça-parda, diferentemente dos grandes felinos, como a onça, não esturra, nem urra. Sua vocalização é similar a um miado. 

Além do tamanho este animal chama atenção por sua agilidade. Suas patas posteriores, proporcionalmente as maiores entre os felinos, permitem ao animal realizar grandes saltos, tanto em distância quanto em altura, atingir grandes velocidades em distâncias curtas, escalar com exímia destreza e, também, eventualmente, deslocar-se com facilidade na copa das árvores.

Considerado um animal solitário, porém na época reprodutiva casais podem ser vistos pareados.

É encontrado em uma grande variedade de habitats, desde florestas até formações de savanas e aparece, eventualmente, em ambientes alterados como plantações e pastagens estando presente em todos os biomas brasileiros.

Em todas as Américas a onça parda vive desde o Canadá até a região meridional da cordilheira do Andes, o que faz deste animal um dos mamíferos ocidentais vivos com a área de distribuição mais extensa.

Adriano Gambarini

 

Quando adultos o comprimento total varia de 1,5 e 2,75 m e o peso de 22 a 70 kg. O tamanho dos indivíduos varia em relação à latitude, há uma tendência a menores tamanhos corporais na medida em que as populações se aproximando equador e maiores na medida em que se aproximam dos polos. A coloração do pelo pode variar de marrom-acinzentada claro a marrom avermelhado escuro, com manchas mais claras na parte de baixo do corpo.

Atualmente, tem sido cada vez mais frequentes relatos de aproximação deste animal com o homem. É comum em noticiários comunicarem sobre onças-pardas em áreas urbanas, entrando em casas e atacando animais domésticos.

As principais causas do surgimento das onças em geral em áreas urbanas são a severa redução na disponibilidade de habitats devido ao crescimento desordenado das cidades ou aumento das atividades antrópicas, e diminuição dos animais que servem de alimento à essa espécie.

Consequentemente observa se acentuado declínio populacional que a espécie vem sofrendo ao longo de toda a sua distribuição geográfica.  Soma se a esses fatores, a caça ilegal e a ampliação da malha rodoviária em todo o país agravam ainda mais a situação da espécie resultando em uma perda significativa de indivíduos o que, neste caso, é extremamente grave, pois este animal tem populações com tamanhos naturalmente baixos e também uma baixa taxa de reposição. 

 

 

 

 

Durante este período inicial da pandemia no começo de abril de 2020 também foi registrado um exemplar muito bonito de lobo-guará ou lobo-de-crina desfilando próximo ao início da trilha da Cachoeira Véu de Noiva no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães em plena luz do dia.

Pedro Lucas Siqueira

 

 

Seu nome científico é Chrysocyon brachyurus e é considerado também como uma espécie de vida solitária e que se juntam apenas na época de reprodução ocupando neste período uma área de 6 a 115 m².

O lobo-guará é considerado um dos mais belos e elegantes canídeos da América do Sul. O termo guará tem origem na língua indígena Tupi e significa vermelho, em referência à coloração predominantemente pardo avermelhada da pelagem.

Seus maiores problemas enfrentados hoje pelos lobos-guarás derivam de atividades voltadas ao desenvolvimento sócio econômico do país como a substituição da vegetação nativa por cultivares diversos, a fragmentação dos hábitats pela expansão das áreas agrícolas e urbanas e a consequente ampliação da malha rodoviária, além da introdução de espécies domésticas, particularmente cães, e doenças associadas são atualmente as ameaças mais impactantes à espécie e têm causado severas reduções populacionais.

Adriano Gambarini

 

 O Brasil abriga quase 90% da população conhecida da espécie ao longo de toda sua distribuição e, por isso, tem fundamental importância para sua conservação em longo prazo.

 

Dessa forma, o Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade, conforme estabelecido na Portaria MMA/ICMBio nº. 316 de 2009, une esforços para a conservação da Onça-parda e do Lobo-guará, pactuando junto a representantes da sociedade um conjunto ordenado de ações que constituem o Plano de Ação Nacional para a Conservação destes e outros animais.

 

 


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