Novidades

O Pantanal e Outros Bichos 05/09/2019 10:43

O Pantanal e Outros Bichos, a nova série de Amauri Tangará.

O Pantanal e outros bichos estreia na TV Brasil a partir do dia 19 de agosto de 2019 nesta segunda-feira, sempre às 18 hs no horário de Mato Grosso

 

 

 

 

 

 

 

A mais nova série da TV Brasil encantará a todos com as aventuras dos irmãos Ísis de 12 anos e João de 10 anos.

Eles vivem em Cuiabá com seus pais e vão passar suas férias com os avós paternos, Ramiro e Isabel, um carioca e a outra pantaneira que moram em pleno pantanal profundo.

A proposta do projeto é que o telespectador mergulhe num universo lúdico, poético e mítico, cheio de mistérios e descobertas, em cenários de raras belezas e de muitos perigos.  ​

As questões ambientais também são discutidas nas situações em que os encontros com as figuras das lendas e mitos locais proporcionam para os personagens principais no fantástico ambiente do Pantanal.

 

A ideia inicial da história veio do filho de Amauri,

Luck P. Mamute, que é escritor.

“Quando o Amauri Tangará chegou pra mim e falou vamos fazer uma série pra crianças, com uma temática diferente, eu olhei pro lado e vi minha filha e minhas três sobrinhas com o celular na cara, e a gente em Chapada dos Guimarães.

 

 

E eu falei: alguma coisa está errada, vamos pegar essa molecada e colocar num universo com essa tecnologia, mas que eles tenham outras possibilidades.

E foi mais ou menos daí que nasceu o ‘Pantanal e outros bichos’, pra molecada sair da frente do celular e ver tudo o que a gente tem no mundo. E o que está dentro da série, nada mais é do que possibilidades, porque eu duvido alguém falar que não existe”.

A partir disso, Luck escrevia as sinopses e Amauri roteirizava. “Na verdade ele também me mandou algumas coisas já em roteiro, eu fui acrescentando outras, então foi tudo feito a quatro mãos”, completa o diretor.

O diretor da série, Amauri Tangará, tem mais de vinte e cinco anos de experiência, com diversos longas e curtas no currículo, além de uma extensa estrada no meio teatral.

Com série de TV, no entanto, é a primeira vez que ele trabalha.

 

 

 

“Você fazer uma série de 26 capítulos, onde você tem que ter uma preocupação muito grande com o fio condutor da historia, de prender o espectador, criar situações pra que ele queira continuar vendo esses capítulos, tudo isso foi uma estreia pra mim. Eu cheguei a fazer até uma série no Araguaia de cinco capítulos, mas como era uma série documental era diferente, cada capítulo era temático, então não tinha problema nenhum. Mas essa não, essa é uma história só”, afirma. “Você imagina, ela vale por quatro longas-metragens! São quatro longas-metragens numa história só, então foi um desafio por isso”.

Amauri também afirma que outra novidade foi colocar o Pantanal como pano de fundo da história, e inserir os mitos no roteiro. “E depois também a forma como nós encontramos de poder misturar o real e o irreal, a fantasia e a realidade, que se cruzam, que estão juntos. Então isso tudo ajuda você a desenvolver um tema, te dá mais facilidade, porque como você mistura as duas coisas, você não sabe mais que momento está com o real e o irreal. Foi muito legal transitar por esses dois lados, recuperar alguns mitos que são daqui”.

O artista plástico Raimundo Rodrigues, responsável pela cenografia de produções como ‘Hoje é dia de Maria’, ‘A Pedra do Reino’, ‘Capitu’ e outros. Trabalhando com materiais reciclados, ele assina tanto a cenografia da série quanto os figurinos e a direção de arte. “Eu achei maravilhoso [o projeto] principalmente porque eu só aceito trabalhar com pessoas que se identificam com o meu trabalho. Porque, na verdade, o que eu faço é continuar o meu trabalho como artista plástico, eu não preciso mudar a minha forma de linguagem. O que eu faço é adequar essas peças, o que eu crio para a dramaturgia exigida”, conta. “A minha identidade vai aparecer muito mais no mundo mágico, que eu uso muita lata. O cavalo é de lata, a sereia é de lata, de caixas de leite na parte metálica, tudo eu remeto a lata, é uma linguagem que é reconhecida dentro do meu trabalho”.


Para Raimundo, o importante não é usar a reciclagem pela reciclagem, mas sim valorizar a energia dos produtos. “Eu falo sempre que a reciclagem é um princípio humano. Desde que o homem é homem ele recicla. Quando ele transforma uma pedra em uma ponta de lança, ele já reciclou. Eu acho que é uma questão de sobrevivência. Eu gosto da questão dos materiais, pra mim é material, eu uso como matéria prima. O que eu gosto é de ter a energia das coisas usadas. Se aquilo foi usado por alguém, utilizado pra construir uma casa, pra cavar um buraco, pra erguer outra coisa, que seja o que for, e aquilo não tem mais aquela função, eu gosto de transformar e dar uma nova vida a elas”.

 

 

 O Pantanal e outros bichos estreia na TV Brasil a partir do dia 19 de agosto de 2019 nesta segunda-feira, sempre às 18 hs no horário de Mato Grosso.

 

 

Direção de Amauri Tangará Roteiro Luck P Mamute Produção Tati Mendes

Quantidade de episódios: 26 Duração de cada episódio: 13 minutos

 

João e Isis (dois pré-adolescentes urbanos) não conseguem se desligar um só minuto dos seus “smartphones”, fato que vem preocupando sobremaneira os pais.

Para tentar amenizar essa obsessão pela tecnologia, os pais decidem passar as férias das crianças na fazenda dos avós no Pantanal, certos de que lá a natureza falará mais alto e eles poderão ter bons dias de convívio saudável com a família.

Entretanto, quando chegam a fazenda, os avós os recebem excitados, pois para agradar os netos também puseram “wi-fi” na fazenda. 

O desânimo dos pais só é contornado pela esplêndida culinária do Tio Berê, um “chef” tio-avô das crianças que está realizando uma pesquisa acerca da gastronomia pantaneira, com vistas a publicar um livro.

Depois do almoço as crianças se refestelam nas redes da varanda, com seus “smartphones”, mas um brilho estranho na mata os “chama” e eles por pura curiosidade abandonam os celulares e vão ver do que se trata.

Acabam por transpor um portal de tempo e espaço e encontram com o lendário Currupira (protetor das matas) e, através dele, embarcam numa série de aventuras incríveis e inesperadas.

 

Conhecem muito mais seres e vão viver aventuras impensáveis. Seus celulares? Ah esses passam a ser ferramentas importantes para com as “selfies” gravar esses momentos incríveis que as crianças vão viver.

Mas numa noite, já em seu quarto na cidade, as crianças recebem a visita de todos os seres que vieram alertar que coisas muito piores estão por vir e que os seres vão precisar da ajuda deles.

 

Direção

Amauri Tangará - Roteirista, dramaturgo, cineasta, preparador de atores, provocador cultural, ator. Amauri é um autodidata que se dedicou às artes desde cedo. Líder firme e generoso de suas equipes, circula à vontade entre palcos e sets, privilegiando sempre “angariar afetos”. Estreou no cinema em 1997, no período da retomada do cinema brasileiro com o média metragem “Pobre é Quem Não Tem Jipe” em 35mm.

Realizou quatro longas: A Oitava Cor do Arco-íris, Ao Sul de Setembro - em 35mm e Nenhures e Um Rosto em Praga, em Portugal e na República Tcheca, respectivamente.

Diretor da série para a TV “O Pantanal e Outros Bichos” - 26 episódios de 13´ - prêmio no edital de TVs Públicas – Prodav 10/2015 e dos documentários “Mata Grossa” e "Nós", ambos prêmios de Arranjos Regionais.

Produção: Cia D´Artes do Brasil

 

 

Sinopses dos episódios

Episódio 1 -  “Wi Fi”

Na mesa do jantar, os irmãos Isis e João Pedro não desgrudam dos celulares, seus pais preocupados decidem passar as férias na fazenda dos avós, no Pantanal, mas as crianças mal ouvem a conversa e continuam com a cara colada nas pequenas telas. Eles afirmam que estão baixando jogos, pra jogar na fazenda, pois lá não tem internet. No carro, as paisagens vão mudando e o carro transita pelos belos cenários pantaneiros, mas as crianças nem ligam. Chegam, afinal, à fazenda dos avós. Estes prometem uma surpresa para depois do almoço, que é todo preparado pelo Tio Berê, um tio avó das crianças, um renomado “chef” que prepara pratos incríveis e que veio ali fazer pesquisa para seu livro de culinária pantaneira. Após o almoço, conforme prometera, o avô revela a surpresa: colocou “wi-fi” na fazenda e arranca gritos de alegria dos netos e provoca desânimo nos pais. Nas redes da varanda, enquanto todos dormem, as crianças brincam nos smartphones, mas um brilho estranho vindo das bandas da mangueira chama a atenção e as crianças vão até lá para ver do que se trata. Acabam por ultrapassam um portal e são surpreendidos por uma aparição muito estranha.

Episódio 2 – “Mundo Mágico”

Já do outro lado do portal, Ísis e João Pedro dão de cara com o Curupira, um ser mítico, protetor das matas e depois das devidas apresentações o Curupira abre uma tela holográfica e mostra às crianças (através de uma animação) a situação atual do planeta que corre grande perigo e que ele está ali no Pantanal para fazer uma conferência com outros seres, para discutirem soluções para as questões ambientais. Depois convida-os a irem com ele a um lugar mágico, que está sendo preparado para a realização da tal conferência. No mundo mágico eles se assustam com uma porca falante e o Curupira então conta-lhes a lenda da Porca dos Sete Leitões: Uma baronesa rica e malvada que judiava muito de seus escravos. Um dia, estes cansados de tantas maldades, decidem ir até a cabana do feiticeiro, que fica no meio da mata, para pedir ajuda. O velho feiticeiro avisa que eles devem voltar para casa, pois ele já está tomando providências para resolver a questão.

Episódio 3 – “A Baronesa”

As tais providências tomadas pelo feiticeiro começam a acontecer: (flashback) Da janela de seu palacete, a bela e nefasta Baronesa começa a ficar hipnotizada pela visão de uma poça de lama no quintal, seu corpo começa a comichar. Ela não resiste, salta a janela e vai chafurdar na lama. Seus sete filhos, quase não acreditam ao verem a mãe transformando-se em porca, mas ela os convida e eles, sem hesitar, saltam a janela e se atiram felizes no lamaçal, transformando-se também em porcos. (Volta do flashback) A porca e os leitões estão todos na lama. João Pedro pergunta ao Curupira se eles nunca mais vão virar gente e ele conta que o feitiço só será desfeito se um dia a porca achar seu anel. Nesse momento a porca pede ajuda para achar o anel e todos começas a procurar, mas a vó Isabel chama as crianças e o Curupira as manda de volta a casa. Depois do lanche, as crianças deitam-se nas redes e ao invés de se atracarem com os smartphones, começam a recordar aqueles inacreditáveis momentos de alegria e aventura.

Episódio 4 – “O Assovio”

No dia seguinte Isis e João acompanham a avó até a horta para colher verduras para o almoço. Eles estão curiosos e querem saber se a avó já viu algum ente mágico por aquelas bandas. Isabel então senta-se e começa a narrar a história da lendária Mãe do Morro que foi chamada através de assovios dados por Luiz, um velho vaqueiro da fazenda, que conhece bem a tradição pantaneira, aprendida com seu avô para chamar o bicho do mato. Uma sabedoria pantaneira, passada de geração para geração. Isabel conta para as crianças (flashback) que logo após os assovios, presenciou dois caçadores correndo, desesperados como se tivessem visto assombração. Luiz explicou então que chamara a Mãe do Morro, para dar conta dos caçadores e que ela prontamente atendeu, afugentando os malfeitores e não permitindo que estes matassem nenhum animal.

Episódio 5 -"Jatobarco"

No regresso da horta, João Pedro e Ísis veem o sinal do Curupira e arranjando uma desculpa saem correndo pelo quintal...Curupira os espera e os convida a irem ao encontro de outros amigos seus que ele quer que as crianças conheçam. Eles atravessam o portal e são transportados para a beira de um grande rio do Pantanal. Ali, Curupira consegue uma canoa rústica, que batizam de "Jatobarco", porque toda embarcação deve ter um nome, senão dá azar. Embarcados, rumam ao encontro dos amigos do Curupira e mais a frente encontram com o Negrinho D´água. O Curupira lhes conta como o Negrinho D´agua castiga os pescadores predatórios que colocam redes nos rios. E pelo tamanho do castigo que o Negrinho D’água impõe ao pescador, eles ficam aliviados por não cometerem nenhum crime contra os rios...

Episódio 6 - "Comida de Gato"

Curupira os leva de volta para casa e diz que está curioso para provar a comida do Tio Berê, pois já sentiu os cheiros que se esparramam pelas redondezas da fazenda. No almoço, Tio Berê apresenta diversos pratos típicos da culinária pantaneira e quando já estão à mesa, servindo-se, João Pedro vê que o Curupira está na varanda da casa chamando-o. Dando uma desculpa, João Pedro vai ao encontro do Curupira e este lhe pede para provar um pouquinho da comida cheirosa do Tio Berê... João Pedro volta à mesa e diz que o gato está na varanda morrendo de fome...Tio Berê então prepara um prato pra que ele leve para o gato. João Pedro entrega o prato ao Curupira e volta para mesa, sem que ninguém desconfie de nada. Curupira se delicia com a comida e quando já está acabando, vê que a Mãe do Morro está ali perto pedindo para experimentar também. Ele leva um pouco para ela e ambos raspam o prato. A avó Isabel ao ver o prato na varanda limpo, acredita mesmo que o gato estava com muita fome.

Episódio 7 -"Trabalho em equipe"

O avô Ramiro, Vanessa e Lucas, os pais das crianças, retornam de uma cavalgada. As crianças vão novamente ao encontro do Curupira que quer lhes apresentar uma nova amiga: A Mãe do Morro... Depois das apresentações, Mãe do Morro se diz preocupada com o que eles estão pensando dela, por causa da história que a avó contou dos caçadores e então convida as crianças para verem como de fato tudo aconteceu. Eles atravessam o portal e vão para o meio da mata, justamente no lugar onde os caçadores "foram caçados" pela equipe da Mãe do Morro e assistem como tudo aconteceu...Uma verdadeira batalha de musgos, cipós, lama, fezes de animais, gritos, grunhidos, enfim. E a carreira desembestada dos caçadores em fuga. As crianças morrem de rir dos caçadores. De volta para o quintal da casa, Mãe do Morro, agora já amiga deles, confessa que está querendo mais um pouquinho da comida do Tio Berê...

Episódio 8 – “O Sumiço”

Em volta da mesa com as guloseimas de Tio Berê, a família comenta os últimos acontecimentos e João Pedro deixa escapar que o Curupira e a Mãe do Morro andam provando daquela comida. Todos riem muito, mas a propósito da presença dos entes lendários, o avô Ramiro conta uma aventura acontecida quando do sumiço de um bezerro. (Flash bach) Ramiro e Luiz no meio do descampado à procura do bezerro, começam a acontecer coisas estranhas e Ramiro vê, no lamaçal da lagoa, rastros muito estranhos, parecidos com o fundo de uma garrafa (Volta do flash back). Enquanto conversam sobre esses mistérios, ali perto, Curupira dá uma bronca danada na Mãe do Morro que se apresenta viciada na comida do Tio Berê. Após o almoço, as crianças vão ao encontro do Curupira...

Episódio 9 - "Pegadas"

O Currupira convida as crianças para irem com ele conhecer um outro amigo. Na varanda da casa da Fazenda, Vanessa tenta convencer Isabel a escrever um livro sobre as lendas do Pantanal. No meio da mata, Curupira apresenta às crianças o Pé de Garrafa e este lhes conta como tentou alertar o avô Ramiro do perigo que estava correndo enquanto procurava o bezerro desaparecido. A história dos rastros na lama que Ramiro havia visto, os jacarés que queriam devorá-lo e de como a interferência do Pé de Garrafa, salvou o avô deles. Pé de Garrafa também está interessado em provar a comida do Tio Berê.

Episódio 10 - "Serpente de Fogo"

No dia seguinte de manhã, um carro chega ao sítio e como de costume todos vão receber os visitantes. Do carro desce Marta, a irmã de Vanessa, seu esposo Rodrigo e o filho adotivo   Matheus, que tem a mesma idade de Isis e é portador de necessidades especiais, pois nasceu com espinha bífida e só se locomove em cadeira de rodas. As crianças já se entrosam e vão para as redes na varanda colocar o papo em dia. Os adultos rumam para a cozinha para tomar um café. Matheus avista o famoso reflexo nos arbustos e Isis e João vibram com o acontecido. As três crianças vão ao encontro do Curupira e depois da estranheza inicial Matheus já se sente “em casa”. O Curupira conta que estava esperando a chegada de Matheus para mostrar mais um de seus amigos das matas. O Curupira pede para os três fecharem os olhos. Todos obedecem e quando os olhos são reabertos eles estão no meio do nada, sob um céu estrelado e uma bela noite de lua cheia. Os três boquiabertos veem ao longe um fogaréu de cor azul-amarelado riscando o céu. Curupira explica para os três que aquele amigo é o Boitatá que na língua dos primeiros que o viram, que foram os índios, significava cobra-de-fogo. E que ele vaga pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendeiam. As crianças ficam maravilhadas com a história e o Boitatá dá a Matheus uma pedra escura e polida. O Curupira pede para as crianças fecharem os olhos e quando elas reabrem o dia está mais lindo do que nunca e apenas as crianças estão perto dos arbustos. Matheus meio atordoado abre a mão e vê a bela pedra roxa que ganhou de presente e só aí percebe que tudo aquilo foi real.

Episódio 11 - "Mani"

Na cozinha do sítio os adultos conversam enquanto comem bolo e tomam café. O assunto gira em torno do tratamento e fisioterapia de Matheus. As crianças chegam de suas andanças e chamam a vó Isabel e o tio Berê para dar uma olhada numa planta. Os dois seguem as crianças e chegando lá se deparam com um imenso pé de mandioca. Tio Berê examinando palmo a palmo o belo pé de mandioca começa a contar a lenda da mandioca e todos são transportados para a história... (animação da Lenda de Mani). Existem várias lendas que explicam a origem da mandioca, porém a mais conhecida é sobre Mani. Mani era uma linda indiazinha, neta de um grande cacique de uma tribo antiga. Desde que nasceu andava e falava. De repente morreu sem ficar doente e sem sofrer. A indiazinha foi enterrada dentro da própria oca onde sempre morou e como era a tradição do seu povo. Todos os dias os índios da aldeia iam visitá-la e choravam sobre sua sepultura, até que nela surgiu uma planta desconhecida, então os índios resolveram cavar para ver que planta era aquela, tiraram-na da terra e ao examinar sua raiz viram que era marrom, por fora, e branquinha por dentro. Após cozinharem e provarem a raiz entenderam que se tratava de um presente do Deus Tupã. A raiz de Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje conhecemos como mandioca. Quando acaba de contar a história um vento forte começa a soprar. Todos se olham e juntos falam: - Mudança. Eles riem. Ao longe o Curupira abre um enorme sorriso. Matheus e a família se despedem e vão embora.

Episódio 12 -"No Circo"

Ramiro chama as crianças para irem com ele até cidade de Poconé para fazer umas compras para a casa. As crianças se animam e na estrada a cantoria toma conta do carro. Ao chagarem na pequena cidade, as crianças ouvem uma música alta vindo de um velho fusca. O carro anuncia que aquele é o último dia do circo na cidade. As crianças sem muito esforço convencem Ramiro e depois das compras feitas eles pegam a matinê do circo. E o fim de tarde se enche de alegria com palhaços, mágicos, equilibristas e tudo mais que um circo de um mastro só pode oferecer.

Episódio 13 - "Boitatá"

Até João Pedro acaba fazendo parte do espetáculo, quando é convidado pelo palhaço para ser seu "partner". Ao termino do espetáculo e na saída do circo, Ramiro vê o palhaço tirando a maquiagem num camarim improvisado. Ramiro estático não acredita no que seus olhos veem. O palhaço acaba de tirar a maquiagem e agora não resta mais dúvida. Ele é Raul, seu grande amigo da época de juventude. Raul para de tirar a maquiagem e vê Ramiro. Os olhos dos dois se enchem de água. Ramiro vai na direção de Raul, os dois se abraçam por todos os anos que não se viram. As crianças assistem a tudo sem entender nada. Ramiro apresenta Raul para as crianças. Eles conversam um pouco e João convida Raul para visitar a fazenda, assim que terminar a temporada do circo na cidade. Raul aceita o convite. De volta pra fazenda, eles estão na varanda contando as aventuras do Circo e Curupira envia um chamado. Isis e João Pedro vão ao encontro deles e nessa hora eles são apresentados ao Boitatá.

Episódio 14 - "A Visita do Palhaço"

No encontro em que o Curupira apresenta o Boitatá estão presentes, além da Mãe do Morro, o Pé de Garrafa e o negrinho D´agua, todos cheios de curiosidade para saber o significado daquilo que estavam fazendo na varanda da casa, quando contavam as histórias da ida à cidade. Ao dizer a eles que o "Tio avô palhaço" vinha visitar a fazenda, os entes amigos dizem fazer questão de conhecê-lo pessoalmente, embora saibam que ele não estará vestido de palhaço, é claro. Mas o Boitatá diz que tem um plano para resolver essa questão. Em seu fusca 1968, o palhaço Paçoquinha chega à fazenda. Depois do almoço, na varanda da casa, assistido de longe pelo Curupira e seus amigos, o Palhaço Paçoquinha conta suas aventuras com seu circo e como foi o responsável, por Ramiro e Isabel terem se casado. De longe, os seres míticos, curiosos, também contam suas histórias, preocupados com as queimadas, os animais mortos e outros desmandos dos humanos.

Episódio 15 - "Magia em Quadrinhos"

Depois de muita conversa na varanda da casa, Isis e João convidam o Paçoquinha para dar uma volta pelos arredores, enquanto o povo da casa mergulha na sesta costumeira...

Quando estão saindo para o passeio, Tio Berê se oferece para acompanhá-los e Isis e Pedro aceitam. Os quatro saem caminhando pela beira da baía, até que Isis e João recebem o aviso do Curupira que os entes amigos já estão à espera das visitas e que podem se aproximar o local indicado. Atravessam o portal de tempo e a surpresa é que Paçoquinha e Tio Berê, agora estão vestidos à rigor, ou seja: Um de palhaço e outro de chefe de cozinha. Seguindo o Curupira vão todos para o Espaço Mágico, onde, são transformados em "revista em quadrinhos" e ali, contam histórias de seus encontros em outras terras. Depois voltam ao normal para retornarem para a vida real.

Episódio 16 - "Tralha Pantaneira"

Todos retornam para casa eufóricos com o passeio. Curupira e sua trupe, de longe, se divertem com as brincadeiras do palhaço. Paçoquinha parte com seu fusca de volta para a cidade. Luiz convida Isis e João para irem até o galpão das tralhas, lá eles aprendem muito sobre a lida da fazenda e as tralhas e apetrechos usados nas montarias da fazenda. Depois daquela aula pantaneira de preparação das montarias, Isis, João Pedro e Lucas, acompanham Luiz e partem a cavalo para um passeio pelas pastarias da fazenda.

Episódio 17 - "Zumbis"

Durante o passeio a cavalo, João Pedro percebe que está sendo seguido pelo Curupira e pela Mãe do Morro. Com a desculpa de "fazer uma necessidade", se separa do grupo de cavaleiros e vai ter uma conversa com eles. Curupira diz que estão ali para protegê-los, caso aconteça algum imprevisto. Da varanda, os que ficaram na casa, comentam sobre a mudança de comportamento das crianças, desde que chegaram na fazenda. Os "smartphones" de Isis e João, jazem abandonados sobre a mesa da sala. O passeio continua até o fim da tarde em meio as belas paisagens pantaneiras. No dia seguinte, Curupira os convida para experimentar o mel que ele conseguiu com umas abelhas amigas. Trepados numa árvore no meio da mata, eles saboreiam os favos enquanto Currupira conta a importância que têm as abelhas na preservação da vida e que sem elas, os humanos se transformariam em zumbis. E por falar em Zumbis, o Currupira aproveita para pedir a Isis e João que o ajude a mandar o Lobisomem de volta para o lugar de onde veio, pois só está ali causando confusão. E eles tramam um plano...

Episódio 18 - "Corra"

Currupira explica bem o plano de como vão se livrar do Lobisomem. Depois de tudo combinado, vão até a beira do rio e começam a provocar o Lobisomem que parte para cima deles. Em desabalada carreira, fogem do Lobisomem e se atiram dentro do rio, fazendo com que o mesmo desapareça por um portal. Depois de refeitos do susto, Curupira faz reaparecer o Jatobarco e nele vão ao encontro de outro ser, que está precisando muito de ajuda. É a Iara ou Mãe d´agua como é conhecida em alguns lugares e seu namorado o Boto, que tinha viajado com ela desde a região amazônica e está desaparecido. Navegam pelo rio até o lugar onde encontram o Boto, preso numa rede de pesca. Depois de muito trabalho, conseguem libertá-lo e esse com sua amada Iara, parte de volta para região amazônica. “O amor é lindo!!!” – suspira Isis.

Episódio 19 - "A Fuga"

A Iara e seu namorado já partiram e o Curupira resolve dar uma lição ao predador. Devolve a rede de pesca que havia recolhido, depois da libertação do Boto e a faz cair em cima do responsável por aquele crime ambiental, assim, no centro da capital, Cuiabá, um transeunte é literalmente "pescado" pela rede enviada pelo Curupira.

De volta para fazenda, Isis, João Pedro e Vanessa, a mãe de ambos, acompanham a avó Isabel na horta. Lá chegando, a avó conta para todos mais uma lenda. Desta vez é a lenda da baía de Siá Mariana. (flash back) Mariana fora uma linda jovem escravizada que vivia na região do Pantanal e fora cortejada por um Barão. Entretanto, a Baronesa Inês, presencia uma cena de assédio e promete castigar Mariana fortemente. Com ajuda de outra escrava, Mariana foge da fazenda e passa a vagar sem rumo pela redondeza. Acaba por fincar raízes à beira da maior baía da região, onde era vista frequentemente por pescadores. Daí darem aquela baía o nome de Siá Mariana (volta do flash back). Emocionada por ainda lembrarem-se dela, Mariana, agora uma lenda, ouve a história contada pela avó, ali num cantinho da horta, junto com o Curupira. Nessa noite, em Cuiabá, o menino Matheus tem um pesadelo e pede que sua mãe o leve imediatamente à fazenda do vô Ramiro, porque algo terrível vai acontecer.

Episódio 20 - "A Batalha"

Logo que amanhece o dia, Marta, mãe de Matheus viaja com seu filho para o Pantanal, como ele havia pedido. Enquanto isso, na fazenda, o cavalo de Ramiro espanta-se e ele cai, batendo com a cabeça numa pedra e desmaiando. Todos da casa correm em socorro dele. Há um tumulto e um desespero geral. O Curupira avisa a menina Isis que não precisa se preocupar porque o socorro já está a caminho. Logo Marta chega com Matheus e este, aproxima-se em sua cadeira de rodas do avô desmaiado e coloca sobre seu peito a pedra que ganhara do Boitatá. (Flash back) Ramiro desacordado tem uma experiência onírica onde viaja para um território mágico e se vê como São Jorge, montado num imenso cavalo de aço, combatendo como um guerreiro medieval, o dragão de fogo que o ataca. É uma batalha das mais grandiosas e o cavaleiro medieval Ramiro acaba por vencer o dragão (volta do flash back). Assim que desperta do desmaio, ao ver todos ao seu redor, agora mais aliviados, Ramiro pergunta às crianças se tudo aquilo foi mesmo verdade. Todos riem e se abraçam.

Episódio 21 - "O Astronauta"

Na varanda da casa, já refeitos do susto pelo acidente com o vô Ramiro, eles se despedem de Marta e Matheus, que antes de ir embora, ganha de presente do avô, seu canivete de estimação. Isabel vai para a horta enquanto as crianças vão rodear Tio Berê na cozinha. Na Horta, Isabel encontra o Curupira e colocam as conversas em dia. Isis e João Pedro, surpreendem os dois numa animada conversa. Curupira mostra para eles o que nosso planeta representa no Sistema Solar e no Universo conhecido, através de uma tela holográfica. Todos ficam encantados com aquelas visões. João Pedro então decide que quando crescer vai ser astronauta.

Episódio 22 - "Uirapurú"

De volta pra casa, combinam uma partida de "bets" e quem perder terá de lavar a louça do almoço. João e Isis partem para escolher seus tacos e enquanto os procuram, no galpão da fazenda, encontram o Curupira e a Mãe do Morro, que empolgados com a partida que acontecerá logo mais à tarde, sugerem que as crianças peçam ao Tio Berê que prepare uma pipoca para eles comerem enquanto assistem a partida. Isis e João Pedro, depois de garantirem que haverá pipoca pra plateia, seguem procurando os tacos. Na cozinha da fazenda, os adultos decidem algumas regras da partida, dentre elas, que desta vez, ao invés de jogar o Pai com a filha versus a Mãe com o filho, jogarão, pais contra filhos. Lá no galpão, ajudados pelo Curupira e a Mãe do Morro, Isis e João Pedro encontram as madeiras para seus tacos. Neste momento ouve-se o cantar estranho e belo de um pássaro. Curupira então lhe conta a lenda do Uirapuru (animação da lenda). Logo após terem encontrado a melhor madeira para os tacos, Isis e João Pedro pedem ao avô Ramiro que os prepare bem. Entre desafios e muitas provocações, todos se preparam para a grande partida.

Episódio 23 - "Quem perder lava a louça"

No terreiro defronte à casa da fazenda, tendo como torcedores, de um lado Luiz, Isabel, Tio Berê e Ramiro e do outro, comendo pipocas, Curupira e Mãe do Morro, a partida começa quente. Pontos para lá, jogadas para cá, torcidas, reclamações, enfim, tudo que uma partida bem disputada pode apresentar. Mas ao final, depois de uma jogada espetacular de Lucas, os pais vencem os filhos e esses são “condenados” a lavar toda a louça do almoço, conforme fora acertado. João Pedro chateado, não deixa de reclamar com o Curupira por esse não ter dado uma mãozinha. Neste dia, ainda na mesa do jantar, cercado por muito suspense, Tio Berê conta a lenda da Onça das Pernas Tortas. Todos estão envolvidos na estória, quando um barulho estranho assusta de verdade a audiência. No dia seguinte, vão em busca de um novo e perigoso ser.

Episódio 24 - "O Primo que veio de longe"

Enquanto na varanda Ramiro, Tio Berê, Vanessa e Lucas, combinam a festa de aniversário de Isabel, que está cuidado da horta, Isis e João Pedro seguem Curupira pela mata, com a intenção de encontrarem o Mapinguari, um primo do Curupira que chegou de outra região e está perdido pela Mata... Mapinguari é um ser que exala um odor horrível, pois tem a boca na barriga e usa sua aparência monstruosa e seu urro terrível para espantar os caçadores. O Curupira conta pra crianças o que viu um dia o seu primo fazer com um caçador, que desmaiou só de ver a feia figura. Depois de muito andar, encontram finalmente o Mapinguari que a princípio os assusta de verdade, mas depois acabam percebendo que ele é um ser do bem. De volta pra casa, João não esconde a tristeza por saber que aquelas férias estão quase no fim. Ramiro, Tio Berê e Lucas vão pra cidade fazer as compras para a festa surpresa de Isabel. Isis e João Pedro se despedem do Curupira com muita tristeza. Izabel e Vanessa vão ao Instituto de Beleza, fazer as unhas e cabelos para a festa. João e Isis, nas redes, recordam, olhando as "selfies" dos melhores momentos daquelas férias e lamentam não poderem mostrar aquelas fotos a ninguém.

Episódio 25 - "A Festa"

No salão de beleza Isabel e Vanessa preparam-se para a festa. Ramiro preparou uma grande surpresa para o aniversário da esposa Isabel. Convidou os principais grupos folclóricos do Pantanal, como os Cururueiros (música típica da região, com violas de côcho, mochos e ganzás), o grupo de Siriri (dança típica do Pantanal) e os Mascarados de Poconé (grupo de homens que dançam freneticamente, uns vestidos de homens, outros de mulher, encobertos pelas máscaras). Convidou os amigos, parentes e vizinhos enquanto Tio Berê preparou as mais variadas e deliciosas guloseimas e bolos...

Uma noite de festa inesquecível no meio do Pantanal, com direito a muita música, danças e toda sorte de animação e alegria. Até mesmo o Curupira e sua trupe (Mãe do Morro, Negrinho D´água, Mapinguari, Pé de Garrafa e o Boitatá) debaixo de uma grande mangueira, se divertiram com a festa, longe dos olhos humanos. Tudo termina com os parabéns, o repartir do bolo e o agradecimento de Isabel pela belíssima surpresa que Ramiro promoveu.

No dia seguinte as crianças, Vanessa e Lucas despedem-se para voltar para Cuiabá, as férias terminaram. O avô os lembra dos celulares, que as crianças tinham esquecido.

Episódio 26 - "O Bicho Pegou"

No caminho, ao contrário da ida, já não pegam em seus celulares e preferem curtir a paisagem pantaneira. Chegando em Cuiabá, a saudade aperta e os faz recordar daquelas inesquecíveis férias no Pantanal. No dia seguinte logo cedo, voltam para a Escola, pois recomeçaram as aulas. Nas conversas com os colegas de sala na hora do recreio, Isis e João Pedro narram as aventuras pelo Pantanal. Os amigos e amigas só acreditam quando eles mostram as "selfies" que fizeram com os seres mágicos que lá encontraram. Os amigos ficam em estado de choque, mas a orientadora da escola quando olha as "selfies" não consegue ver os entes. De volta para casa e cansados do primeiro dia de escola, vão cedo pra cama. No meio da noite, acordam com um barulho no quarto e quando acendem a luz, a surpresa: Dentro do quarto deles estão Curupira, Mapinguari, Mãe do Morro, Boitatá, Pé de Garrafa e o Negrinho D´água. Vieram avisá-los que a situação com o meio ambiente piorou muito e que precisam urgentemente da ajuda deles, pois agora O BICHO PEGOU DE VERDADE!

Fotos Ahmad Jarrah


Institucional

O Site

Informações sobre os principais atrativos turísticos, comércio local, instituições públicas, vagas de empregos e muito mais!

Resultado de imagem para cadastur 13.028984.10.0001-5

 

versão Normal Versão Normal Painel Administrativo Painel Administrativo